CEC

No dia imediato, 19 de abril, seguiram para Uberaba, em Minas Gerais, os confrades, Walace Fernando Neves, Maria de Lourdes Cordeiro Silva (Lulú – Evangelizadora e Médium do Centro Espírita Jerônymo Ribeiro de Cachoeiro do Itapemirim), Júlio Cezar Grandi Ribeiro e Dalmir Ferreira dos Santos. Lá, participando da reunião pública da Comunhão Espírita Cristã, tiveram a grata surpresa de receber do Espírito Bezerra de Menezes, através da psicografia do Chico Xavier, a seguinte mensagem que transcrevemos “ipsis-litteris”:

“Filhos, o Senhor nos abençoe.

“Partilhando-vos as preces, dirigimo-nos de modo particular aos nossos irmãos de Vitória, a fim de examinar com eles, a necessidade da Instituição para o qual nos encaminhamos. Aqui, filhos, se encontram conosco, amigos diletos, como sejam os nossos irmãos Luiz e Ypoméa, nossos irmãos Pedro Rocha Costa e Camila que, em nome do nosso Jerônimo nos hipotecam a solidariedade e o carinho de sempre diante da empresa idealizada. Entretanto, se recomendam sejamos nós o servo pequenino a expressar-vos em palavras os nossos votos do coração, motivo pelo qual vos desejamos o mais amplo êxito na realização, por todos esses corações queridos que vos compõem a equipe familiar.

“Sim, o nosso grupo não é mais uma aspiração. É um serviço a caminho – a caminho da Seara do Bem, que vos convoca à militância necessária. Comecemos com a simplicidade possível. Nossos caros companheiros Júlio e Dalmir devem prosseguir nas providências para a localização da tarefa no bairro humilde em que o Senhor nos espera as mãos. Iniciemos pelas atividades doutrinárias, alicerçando-as, na evangelização e na prece, no amparo e no socorro de natureza espiritual. Estejamos convencidos, porém, de que a construção externa não nos será difícil. Os créditos do Senhor estão nos braços do missionários do Senhor e esses mensageiros que repontam de todos os lugares em nome de Jesus, virão ao encontro das paredes que nos albergam os ideais.

“Fácil, no entanto, meus filhos, não será a edificação de dentro, porque um templo espírita-cristão deve ser um tabernáculo do amor e da verdade, destinado a iluminar não somente os nossos próprios caminhos, mas, acima de tudo, os caminhos de quantos se abeiram de nós, em nome do Cristo, reclamando consolo e paz, esclarecimento e orientação. Atentemos, assim, para essa circunstância, porque somos realmente chamados para compreender e para ajudar. Unamo-nos desse modo pelos laços mais íntimos da alma, oferecendo aos Emissários de Mais Alto, o que possuímos de melhor, entendendo-se que a felicidade dos outros é a fonte de nossa própria felicidade. Nesse aspecto de nossa luta, rogamos a vós outros – incluindo quantos companheiros que se encontram ausentes de nossas preces de agora – para que todas as sombras se façam esquecidas. Abençoemos todas as dificuldades e empeços, incompreenções e provas da marcha ! Abençoemos, filhos, todos os espinhos que nos tem visitado os corações, na certeza de que todos eles desabrocharão em flores de luz, se soubermos plantá-los na terra do silêncio e da caridade, aos clarões do serviço ao próximo. A resposta dos discípulos de Jesus a quaisquer desafios da senda é e será sempre o trabalho no bem, de vez que só o trabalho do bem poderá dissolver as trevas do mal.”

“No campo do Evangelho, há serviço para todos. Basta que a nossa vontade se movimente no rumo do plantio e da colheita dos dons inefáveis do Mestre Divino para que o Alto nos favoreça com suas benditas concessões. Sabemos que as nossas tarefas não foram interrompidas, que no ambiente doméstico, as nossas atividades continuam, mas a hora chegou para que as nossas responsabilidades se definam na equipe renovada em que nos enlaçaremos, junto de nossa família maior – aquela que se constitui de nossos irmãos portadores de necessidades mais constrangedoras que as nossas. Trabalhemos, pois, filhos queridos e, guardemos a convicção de que servindo em nome do Senhor a presença do Senhor brilhará em nossa tarefa hoje e sempre”.

“Bezerra”

Retornando de Uberaba, apoiados na mensagem paternal concedida pelo Espírito Bezerra de Menezes, consolidou-se a fundação da Instituição que passou a denominar-se “Casa Espírita Cristã” – CEC, no Culto do Lar da Sra. Iracema, dirigido pelo seu filho mais velho, Dalmir, residentes na rua Maria Ortiz, nº 115 (antigo nº 8), do Setor 6 do Bairro do IBES.

Meses depois transferiu-se as atividades desenvolvidas no Culto e iniciou-se os trabalhos de uma Instituição com reuniões públicas regulares às segundas-feiras, na rua Nelson Monteiro, nº 99, no Setor 3, no mesmo bairro.