CEC

No segundo semestre de 1969, iniciamos algumas atividades no imóvel rústico e popular mostrado em registro fotográfico feito por Walace Fernando Neves, apaixonado por fotografias, e professor titular da cadeira de Belas Artes da Universidade Federal do Espírito Santo. Neste imóvel adquirido para a CEC, com dinheiro proveniente de doações em campanhas realizadas entre os fundadores e os freqüentadores, iniciaram-se as primeiras reuniões mediúnicas de desobsessão, objetivando cooperar com uma das irmãs de “tia Bebel”( Maria Isabel Oliveira). A energia elétrica estava desligada, face as condições de conservação do imóvel, sendo obrigatório o uso de lampião a querosene. O piso era de tacos de madeira e os cupins já tinham destruído boa parte e, por isso, estavam, em sua maioria, soltos. Nesta ocasião, Júlio Cezar Grandi Ribeiro passou a residir no imóvel e Lamartine Palhano Júnior passou a fazer-lhe companhia, tendo ambos residido ali por, aproximadamente, 10 (dez) meses, mudando-se depois para outra casa comprada pela CEC, e que estava em melhores condições, na rua Ezídio Silva, nº 44, próximo ao primeiro imóvel sede.

Dando continuidade às informações históricas da CEC, vieram logo a seguir as primeiras reuniões públicas e, já em 11 de janeiro de 1970 realizávamos a primeira Assembléia Geral, na sede da Rua Nelson Monteiro, 99, IBES. Lá estavam os fundadores e os primeiros tarefeiros: Lírio Zani e sua esposa Gladys, Dalmir, Ismael, D. Iracema, Dalza e seu esposo Arildo Nunes de Santana, Geny Curcio, Júlio Cezar G. Ribeiro, Maria Isabel, Sebastiana Serafim, Jussara e seu esposo Roberto Castro, Lamartine Palhano Jr., Maria de Lourdes Cordeiro Silva (Lulú), Marinete Alves Lima, Almir do Carmo e sua esposa Célia do Carmo, Diná R. Borges e tantos outros valorosos e intimoratos lidadores das primeiras horas. As tarefas cresceram rapidamente e com elas o número de freqüentadores. Era necessário ampliar e melhorar a sede da CEC.